Prevista para ser entregue em dezembro de 2025, a tão sonhada sede da Polícia Militar em São Gonçalo do Amarante amarga atrasos injustificáveis. Seria a divergência política entre a governadora e a autora da emenda, senadora Dra. Zenaide, o verdadeiro motivo da lentidão?

A população de São Gonçalo do Amarante continua esperando, impaciente e à mercê da insegurança, pela conclusão da sede do 16º Batalhão da Polícia Militar (16º BPM), localizada no bairro de Regomoleiro. A placa da obra não deixa mentir: o prazo oficial para a entrega do equipamento público expirou no dia 5 de dezembro de 2025. Hoje, quase seis meses após a data estipulada, o cenário é de frustração. Os trabalhos seguem a passos de tartaruga, sem qualquer previsão real de inauguração.

O que mais chama a atenção e gera questionamentos nos bastidores políticos locais é a origem dos recursos e como isso pode estar influenciando o andamento (ou a falta dele) dos trabalhos.

A sombra da rivalidade política

Todo o montante necessário para tirar o 16º BPM do papel é fruto de uma emenda parlamentar destinada pela senadora Dra. Zenaide Maia. O dinheiro está garantido, mas a execução, que é de responsabilidade do Governo do Estado, patina.

Como é de conhecimento público, a senadora e a atual governadora caminham em grupos políticos distintos. Diante da morosidade estadual para finalizar uma obra que já tem recursos em caixa, a pergunta que ecoa nas ruas de São Gonçalo do Amarante é inevitável: será que o ritmo lento da construção é uma retaliação velada? A segurança pública do município estaria sendo penalizada apenas por conta de divergências partidárias?

Uma herança de descaso: o “calote” de Eraldo

Infelizmente, a sina de atrasos do 16º BPM não é de hoje. A obra, que deveria ter suas fundações iniciadas ainda em 2022, sofreu o seu primeiro grande baque graças à gestão municipal da época.

Naquele ano, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, sob o comando do ex-prefeito Eraldo, figura hoje lembrada por muitos como “o ingrato”, deveria ter colocado em prática o acordo em que o Executivo municipal entraria com uma contrapartida básica: a realização do serviço de terraplanagem do terreno. O compromisso, no entanto, foi ignorado. O não cumprimento dessa etapa fundamental pela gestão de Eraldo travou o início da construção, gerando um efeito dominó de atrasos que culmina na situação atual.

O povo exige respostas

A segurança pública não pode ser tratada como moeda de troca, tampouco como palco para revanchismos políticos. Enquanto a herança de ineficiência deixada pela antiga gestão municipal se soma à atual má vontade do Governo do Estado, quem paga o preço é o cidadão são-gonçalense, que continua aguardando por uma estrutura digna para a Polícia Militar operar na região.

Portal Ariel Dantas seguirá acompanhando de perto o desenrolar dessa novela e cobra um posicionamento transparente das autoridades estaduais: quando, afinal, o 16º BPM será entregue à população?

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